Guarda deve proteger a Constituição, afirma Iskandar

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Postulante ao trono manifestou vontade de continuar transformação da GRA iniciada na sua Regência

O único postulante à Coroa açoriana até o momento, Hilal Iskandar, defendeu uma mudança no papel da Guarda Real Açoriana, a qual deveria passar a defender a Constituição, não a figura do rei. A afirmação foi feita em discurso veemente durante a ordem do dia na Esquadra dos Piratas Sarracenos, tropa comandada por ele, e reafirmada depois em entrevistas.
“A fidelidade cega ao rei expressa no juramento da GRA é temerário, até porque dos 8 ocupantes do trono açoriano um era um paple controlado do exterior e outro era um usurpador sem nenhum direito ao trono, pelo juramento a GRA teria de protegê-los, quando o papel lógico seria encarcerá-los para julgamento por crimes contra a nação”, afirmou ele.
Até hoje a maior mudança na GRA foi feita pelo próprio Iskandar quando ocupou a regência, tirando a corporação de seu papel meramente cerimonial e honorífico para tentar transformá-la em uma força de trabalho nos esforços prioritários da coroa. A experiência, contudo, teve alcance e adesão muito limitados à época,
O “coroável” prometeu à tropa levar adiante estas transformações fazendo da Guarda uma carreira de Estado essencial e o “primeiro e essencial degrau do que seria uma nobreza de serviço com uma carreira definida vinculada ao cumprimento de objetivos concretos”. Segundo fontes ligadas ao CCE – Conselho Consultivo de Estado – uma nova convocação da GRA em termos semelhantes a feita durante a regência deve ser a primeira ação de Iskandar caso seja confirmado na Coroa.
Uma outra promessa mais modesta foi feita aos efetivos da GRA, a oficialização da música Grandola Vila Morena, símbolo da Revolução dos Cravos no Portugal real e da Restauração da Independência da micronação em 2009, como canção oficial da GRA, junto com a modernização do juramento. O Juramento foi criticado não só por não fazer referências a Constituição, mas também pelas referências religiosas, segundo ele o reino é uma nação plural, portanto referências religiosas não deveriam fazer parte de juramentos oficiais.
Por fim ele fez referência tranqüilizadora aos objetores de consciência para os quais seria inaceitável o serviço militar ainda que virtual. “A Constituição garante o direito aos objetores de consciência prestarem serviço civil alternativo e é claro que a Constituição será cumprida sempre”, concluiu.
A movimentação do “coroável” pelo país nos últimos dias, dos quais o discurso às tropas foi uma passagem emblemática, tem sido vista pelos analistas como um esforço do sheikh em tentar construir um consenso em torno de seu nome. Ele próprio nega isto, mas diz que faz um esforço para acordar o país “nem que para isto tenha de ser provocador às vezes”.


Acompanhe trecho da entrevista

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