Virtualismo é cultura

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imagem de Márcia Nestardo
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Associou-se: 30/05/2009
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Dando sequência à divulgação de textos que orientem o debate para a definição de uma política educacional para os Açores e contribuam com o esforço nacional reunião de fomento à atividade quero dizer que sou um entusiasta do virtualismo e que vejo nele um imenso potencial para que micronacionalismo realize sua grande vocação de educação lúdica.
Quase todos que chegam ao micronacionalismo vem com uma expectativa virtualista e a própria propaganda incentiva muito este tipo de visão. Além do que muitos dos projetos – em especial na cultura - que fizeram época no Micronacionalismo eram de alguma forma virtualista. Por sinal mesmo na época que eu acreditava nas lendas que diziam que Reunião era o Império do Mal já via o Império com bons olhos por conta do excepcional trabalho de Polônio de Minsk, nome do qual é sempre necessário lembrar-se quando se fala de cultura no Micronacionalismo.
Da mesma forma uma das primeiras pessoas a me fazer sentir em casa nos Açores e me aclimatar foi a personalidade cativante do saudoso D. Marcelo que era capaz de pesquisar todos os assuntos e descrever ambientes virtuais com entusiasmo juvenil a despeito de seus mais de 60 anos. Talvez a ele tenha faltado o conhecimento técnico para montar todo tipo de simulação virtua aonde pudesse expor seu conhecimento enciclopédico sobre os mais diversos assuntos, mas sua capacidade de apresentar estas informações de forma lúdica com insuperáveis descrições, jamais contaminadas por qualquer pedantismo eram marcas de uma vocação magistral.
Os novos cidadãos sempre virão com noções e expectativas virtualistas. Resta decidir qual atitude, qua política governamental se proporá para a resolução desta questão. É evidente que não se trata de nos transformarmos em algum tipo de peculiarismo para contentar os mais loucos devaneios dos novatos, mas tampouco de simplesmente desestimular e gargalhar a cada nova proposta.
Caminho do meio nesta questão parece ser a capacidade de canalizar o entusiasmo virtualista para projetos bem construídos e completos. Um exemplo, se o novato gosta de biologia e resolve montar um zoológico; se para isto faz todo um trabalho de pesquisa de imagens, de hábitos de comportamento dos animais, de organização interna de um zoológico; se, adicionalmente, ao executar projeto acaba por treinar-se no uso de ferramentas da web e de administração, prova que consegue executar um projeto do início a fim (coisa que diga-se de passagem é raro no micronacionalismo, inclusive veterano), avaliando-o, enfrentando as dificuldades e tudo mais, então eu estou certo que este novato terá aprendido e colaborado mais do que se tivesse fundado mais um jornal de terceira ou quarta categoria ou sido inexpressivo ministro de alguma pasta de nome pomposo.
Eu me lembro de um micronacionalista reunião com quem tive o prazer de privar uma amizade estreita, Alexandre Arrieta, cuja proposta de montar um programa espacial marcou época em uma das muitas ressurreições deste debate realismo x virtualismo e ele acabou indo de micronação em micronação tentando encontrar algum apoio e até onde eu sei deixou o micronacionalismo. Pode parece de um virtualismo absurdo levar Reunião à corrida espacial, mas que ocorreu de fato foi uma incompreensão da ideia porque na verdade existia um grande pesquisa sobre o assunto Era na verdade uma fantástica biblioteca sobre astronomia e astronáutica que ao invés de estar apresentada na forma de uma monte de textos chatos estava construída de forma lúdica.
Não quero dizer que devemos ser virtualistas em tudo, é bem sabido que esta disputa entre virtualistas e realistas é um dos grandes embates que periodicamente reacendem no Chandon e que contribuem para que Reunião a cada vez mais cresça e consolide. O ponto de equilíbrio entre uma posição e outra sempre está em movimento e não acho sequer estranho que muitas pessoas mudem de posição a longo do tempo conforme se vá muito para um lado ou para outro e, particularmente, quando se ameaça o pluralismo e a diversidade que são a nossa riqueza e um lado tenta excluir o outro.
É com o objetivo de buscar transformar o entusiasmo virtualista em projetos consistentes que contribuam com nossa vasta e tradicional tradição de educação e cultura que Ministério estará lançando os Programas:
Programa Educação e Virtualismo D. Marcelo da Luz: com o objetivo de promover, orientar e criar propostas de educação lúdica nas diversas áreas.
Programa Cultura e Virtualismo Polonio de Minsk: co o objetivo de fomentar a criaçào de prédios virtuais relacionados a cultura.

n/d

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