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Por um micronacionalismo menos imediatista e mais estudado
ter, 05/05/2009 - 17:57
Esta discussão, na lista do Telegrapho Real, gerou a reflexão que acabou por definir a Diretriz Ministerial MED01/09
A VSMR&I D. Claudio I,
Ao ler a detalhada resposta que dá um cidadão novato, tendo de ler, interpretar e monitorar um número de emails que deve passar do milhar diário lembrei-me de um texto de Monteiro Lobato - infelizmente não o tenho em mãos aqui para citar diretamente ou mencionar algum trecho no qual ele fala das audiência públicas de D. Pedro, as quais por mais simbólicas que fossem tinham um papel importante na estrutura política do Império. Lembro-me também das várias histórias das 1001 noites - ou Mil noites e uma noite para usar o nome mais erudito, rsss - nas quais o Califa Harun ar-Rachid passeia incógnito pela ruas de Bagdah para ver como eram aplicadas as leis e justiça na sua capital.
Dito isto, eu que não sou de "fazer política" tal com usualmente se entende o termo o louvo pela sua preocupação de responder quando muitos outros, muito abaixo hierarquicamente falando de Vossa Majestade Imperial provavelmente vão ridicularizar o novato bem intencionado.
Estou absolutamente certo que nesta discussão há muito mais conteúdo do que em muitos debates pretensamente sérios que se houve por aí alardeados com supra-sumo da micropatriologia.
Estava lendo nestes dias o relato sobre os governos de cada premiêr de Reunião e achei curiosa a menção dos longos discursos do Art - devo dizer que mais tarde no Califado a tática não funcionava bem porque eu escrevia maiores, rsss, ainda que de forma alguma tenha, até hoje, sequer uma pequena parte do talento executivo e um terço do político que ele tinha. (Aliás é por esta minha quase absoluta falta de experiência concreta administrativa e mesmo política que considerei injusto figurar com três nomes que chefiaram o Executivo Reunião e tiveram destacada história diplomática no Arenas e não por nenhuma falsa modéstia, é muito mais fácil para mim falar - que basicamente é o que tenho feito no Micronacionalismo - do que para eles terem feito com todas as dificuldades que a experiência prática traz).
Por fim a terceira cosia que vinha me ocorrendo estes dias e cheguei a discutir ontem com a Marcia era a idéia de utilizar como gabinete dos funcionários do Ministério da Educação açoriano uma espécie de blog corporativo, com a idéia de ir prestando contas do que está sendo feito, registrando a experiência, criando algum tipo de conhecimento acumulado sobre os programas e projetos do Ministério. Só ao ler a sua mensagem e juntar as três coisas pude compreende que esta política de blogs corporativos - tal como as grandes empresas fazem há tempos - pode ter uma utilidade mais ampla ao se dizer o que está sendo feito, como está progredindo, porque está falhando, quais são as dúvidas que estão surgindo e, sobretudo, porque está sendo feito.
Claro que a crítica evidente à proposta é que quem não lê a lista e os sites já existentes sobre o assunto também não lerá blog algum, o que é absolutamente verdade, ainda mais no mundo do Micronacionalismo onde se costuma muito reinventar a roda a cada seis meses,seja por preguiça seja pela incapacidade de se dar crédito a um desafeto.
Mas a menos esta experiência acumulada e, mais ainda, esta reflexão prévia de onde se quer chegar para além do horizonte imediatista está lá, pronta para ser consultada a cada mudança de gestão.
Espero que algo se aproveite desta reflexão. Bom, diria qe já tenho o post para inaugurar o blog corporativo do Ministério da Educação explicando porque ter um blog é uma política oficial para os funcionários.
Sh. Hilal Iskandar
Ministro da Educação e Desporto
Re: [Chandon] Reclamação Posted by: "Cláudio André P. de Castro" claudre@uninet.com.br
Reunião
Mon May 4,
2009
9:46 pm (PDT)
SR. WEINERT,
Realmente o que o senhor expõe é lastimável. O que está havendo é que, findo o feriado, muitos de nós não temos o mesmo tempo. Mas isso tem que ser mitigado.
Precisamos de mais voluntários para receber e dar atenção aos novos súditos.
Precisamos RECRIAR os cargos de comissário da integração, como era antes, ou seja, um grupo de pessoas que tinha por maior objectivo abordar, conversar e explicar tudo aos novos súditos de Reunião, pois a maioria deles chega achando que o micronacionalismo é um jogo como "civilization" e acaba se espantando com os e-mails compridos e seguidos, que chegam continuamente, enlouquecendo qualquer pessoa que não descobriu ainda que a melhor forma de lê-los é na web, em www.yahoogroups.com/groups/chandon , configurando-se a conta para não receber e-mails (sistema "web only" ou "somente web").
Reunião não é um conceito fácil, Allan. Muitos chegam e pensam que podem ser cabeleireiros, fiscais de trânsito ou fabricantes de rolhas. Estas actividades não têm qualquer relevância no mundo micronacional e no máximo podem servir de background para um Site Virtualista que brinque com o micronacionalismo com base nestas actividades (como o Hospital Micronacional, fantástica idéia do cada-vez-me-supreende-mais-Wagner-Campodonio). Eu mesmo ainda vou provar este ano que é possível fazer um restaurante no micronacionalismo, e vou montar um site com meus pratos predilectos e algumas coisas da folclórica e virtualista "réunian cuisine". :D O micronacionalismo é fantástico. Mas não é o que muitos esperam. Não é um lugar para brincarmos de guerra, nem um lugar para brincarmos de SimCity. Somos uma simulação política e social por vezes profunda, e na maior parte das vezes divertida. Às vezes também estressante, e uma vez ou outra decepcionante (não há tempo em nossas vidas de verdade para fazermos tudo que precisa ser feito para que Reunião seja perfeita, infelizmente).
Felizmente, estamos tendo um IMENSO aproveitamento de novatos. Mas muitos (a maioria, tipo 70%) não vão se adaptar ao mensagismo (ainda que "esclarecido"), à formalidade (nada de palavrões, "vlw", "miguxo" e afins). Outros demoram a entender que o MN (micronacionalismo) é actividade essencialmente:
VOLUNTÁRIA
ESPONTÂNEA
SECUNDÁRIA (é HOBBY)
COMPLICADA (são muitas leis, regras, e convenções)
POLÊMICA (há briga política que sempre se excede em algum momento)
. Mas temos que procurar, como você disse, perder adeptos que, se tivessem uma explicação correcta, ficariam por aqui. Vamos corrigir isso. Sr. Premier, por favor, volte com os comissários da integração !!!!
Outra coisa, Sr. Weinert: um defeito grave do micronacionalismo é que a pessoa chega completamente verde, sem passado. E não existe uma cultura de ensinar o "novato" a olhar pra trás e conhecer o passado da micronação. É uma actividade tipo....procurar endereço em via de mão única. ("Ih, é aquele o número? Ih, acho que é... CARAMBA! PASSOU!") Isso significa que estou aqui lhe respondendo, enviando um email muito importante para Reunião, certo?
É, mas em 3 dias chegará um novato que JAMAIS O LERÁ. O micronacionalismo é assim, a gente, fala, produz, por exemplo um LINDO JORNAL, e dois dias depois... Acabou. Nada fica na memória, o passado não é escarafunchado como deveria, e isso gera uma carga de trabalho hercúlea, que é escrever milhares de vezes no mesmo ano a mesma coisa, só que para outra pessoa. Não há o hábito de olhar pra trás, de ver o que passou, de procurar explicação (tem alguns novatos que chegam e fazem perguntas cujas respostas estão RESUMIDAS no site!!). As pessoas querem tudo na mão. Quem disse que eu vou ter paciência pra postar outro e-mail como este amanhã? (depois que engordei meus dedos apertam duas, três teclas ao mesmo tempo, e isso que causou o fim dos meus diários e-mails quilométricos, pois erro toda hora :-)
Enfim... Vamos melhorar, gente?
Vamos nos empenhar mais? Vamos explicar mais? Noto que cada pergunta de novato é respondida por um, as vezes 2 ou 3 súditos. Acho que 10, 20, deviam responder para que o camarada visse vários lados da mesma questão. Sonho ou possibilidade? O futuro dirá.
Por um micronacionalismo menos imediatista e mais estudado,
Cláudio de Castro
Jornalista, O COMETA
Em 04/05/2009, às 22:48, allan.weinert escreveu:
Quero dizer a Sua Sacra Majestade Imperial que está na hora de arrumar aqueles grupos do msn, pois eiste um grupo denominado "FACÌLIMO" que serve para ajudar as pessoas a entender Reunião, a aprender a se cadastrar, coisas que pessoas que não entendem muito a se "achar" no micronacionalismo, pois então neste grupo que vos falei tinha um rapaz que queria sair mas com algum esforço eu e mais alguns Reunioes ali presentes conseguimos convencer ele a voltar, isso foi bem legal, eu gosto de ajudar assim como alguns, mas vossa magesjestade tinha 9 pessoas online, 9 e apenas 3 ou 4 estavam ajudando, quando Vossa graça Brunella saiu ficou apenas eu para ajudar, não teria nada de mais se não fosse eu ser novato e entender muito poco de RE.
Resumindo:
O rapaz que ja nao demonstraria mais tanto entusiasmo em participar também se revoltou ao saber que das 9 online apenas eu estava ajudando, então ele desistiu.
Entrando na conclusão dessa carta vossa majestade peço-lhe para que tome devidas providencias, pois pode nao ser um caso simples, estamos tentando juntar mais pessoas, mas e cadê aquele ar de boas- vindas, aquele seja "bem vindo em que posso ajudar" que encontrei a alguns dias atras por algumas pessoas quando entrei em RE.
Certo de vossa atenção
Allan Weinert
Burgomestre de São José
Crescer & Prosperar

